Bronca Natalina - Especial de Natal

 


— Maria Bianca Di Angelo-Solace, você pode, pelo amor de todos os deuses, me explicar porquê minha caneca de caveira está com a alça quebrada? — Ralhou o filho de Hades. 


 A dita cuja abaixou a cabeça, o que fez algumas de suas mechas loiras cobrirem seu rosto. Will tomava seu chá, fingindo ler sua apostila enquanto prestava atenção no desenrolar da travessura de seus filhos. 

 Sim, filhos. No plural. Os gêmeos, que tem 6 anos, estavam escondidos em algum lugar, esperando para ver de Nico os encontraria.

 Mike, apelido para Michael, é moreno de olhos azuis e sardas. O mais neutro entre os três. O do meio. Quieto e sério às vezes, mas alegre. O gêmeo mais novo, Lee, é o completo oposto. Loiro de olhos ônix, pálido e sem sardas. Sério, rabugento e calado, mas levemente manhoso quando se trata de algumas pessoas. 

 Já Bianca... Loira, 9 anos, olhos bicolores e com vários sinaiszinhos pelo corpo. Herdou muitas habilidades de Will e é superinteressada em medicina, acompanhando o pai toda vez que ele vai trabalhar na enfermaria do acampamento Meio-Sangue. Os gêmeos herdaram as habilidades de Nico, pelo o que parece. 


— Neecks, você não acha melhor deixar isso pra lá? Você não toma café muito quente, então pegar a caneca sem a alça não vai te queimar e nem nada parecido. — Will argumentou, mas Nico não parecia muito disposto a ouvir. 


— Nah, não tô preocupado com isso. Eu quero saber quem quebrou minha caneca em pleno Natal e tentou esconder de mim. 


 Já passava das dez do dia 25 de dezembro. Hazel e Frank estavam devidamente acomodados no quarto de hóspedes. Reyna também estava em seu quarto, provavelmente dormindo. Só havia Will na sala, os gêmeos escondidos, Nico na cozinha e Bianca parada no corredor, quietinha como uma estátua.

 Até que Mike saí de seu esconderijo. 


— Fui eu. — Admite ele, de cabeça baixa. — Eu fui pegar sua caneca pra fazer seu café surpresa, deixei na beirada da bancada e fui pegar os ingredientes. Acabou caindo e a alça soltou. Lee me disse pra contar, mas eu escondi. Desculpa, babbo. 


 Lee também saiu de seu esconderijo, dando um pescotapa no irmão. 


— Enfim, foi só um acidente. — Argumenta o menino. — Ele tinha boas intenções, mesmo que a execução tenha sido péssima. 


 Mike olhou feio para Lee, quase como se dissesse "não enche".

 Nico suspirou, tentando manter a pose de irritado, mas Will sabia que ele só queria pegar os meninos no colo e enchê-los de beijos. Eles são muito fofos, não dá pra negar. 


— Tá legal. Eu agradeço a intenção, mas nunca mais escondam nada de mim. 


— Sim, babbo! — Responderam os três ao mesmo tempo. 


 Will sorriu, deixando sua apostila de lado. 


— Quem quer mais chocotone? 


— Eu! — Responderam outra vez. 


 Nico balançou a cabeça, como se a existência de chocotone fosse inacreditável pra ele. A primeira vez que Paolo trouxe de presente pra família, o filho de Hades faltou ter um infarto. 


— Eu juro, por todos os deuses, que se essa coisa não fosse gostosa, eu explodiria as fábricas que produzem isso. 


 Will beijou os lábios de Nico gentilmente. 


— Eu não duvido, mi angelo. Feliz Natal! 


— Feliz Natal, meu ursinho carinhoso. 



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